A Conexão Intestino-Cérebro: Quando a Disbiose e a Má Absorção de Nutrientes Criem um Quadro de ‘Pseudodislexia
Por: Daliane Oliveira
Psicopedagoga e Cientista — Uma Sherlock Holmes da Aprendizagem
Olá Colegas hoje vamos aprender sobre o 2º Eixo: Alimentação do Protocolo Homes Oliver – desenvolvido por mim Pp. Daliane Oliveira após 20 anos de estudos, pesquisas e muita dedicação com aplicação na prática com Crianças e Adolescentes na África do Sul/Kênia e vários estados do Brasil. Vou compartilhar com vocês minhas experiências e um modo eficiente de identificar, Avaliar e Intervir em nossas analises profissionais. Vamos nessa 🙂
O Mistério Chega ao Consultório
Quando conheci Matheus, 8 anos, sua mãe trouxe uma pasta grossa com avaliações, relatórios escolares e uma carta da escola solicitando “providências urgentes”.
“Ele não acompanha a turma de jeito nenhum”, disse a professora em reunião. “Troca letras na leitura, não consegue interpretar textos simples, escreve de forma espelhada às vezes. Já conversamos com a orientadora, e achamos que ele precisa de uma avaliação para dislexia.”
A mãe, Ana, reproduzia as palavras da escola com a expressão de quem já estava cansada de repetir a mesma história. Matheus, sentado ao lado, mexia os pés, mas não tirava os olhos de um carrinho que segurava na mão. Era um menino magro, com olheiras profundas e uma expressão que misturava cansaço e desinteresse.
“Dra., eu não sei mais o que fazer. Ele já fez acompanhamento com fonoaudióloga, psicopedagoga, e nada muda. A escola pressiona, diz que ele precisa de laudo. Mas eu sinto que tem algo errado além disso.”
Comecei minha investigação pelo básico: a história clínica e alimentar.
“Matheus sempre foi assim? Teve problemas de saúde quando bebê?”
A mãe hesitou. “Na verdade… ele teve muitas infecções quando pequeno. Com 1 ano, teve uma gastroenterite muito forte, ficou internado uns dias. Depois disso, teve várias infecções intestinais, umas três ou quatro até os 3 anos. O pediatra dizia que era normal, que criança pega infecção mesmo. Mas eu sempre achei que o intestino dele nunca foi igual depois disso.”
A informação acendeu todas as luzes do meu painel de investigação. Infecções intestinais precoces, repetidas, seguidas de dificuldades cognitivas e de aprendizagem. E se o problema de Matheus não fosse dislexia, mas uma consequência de algo que aconteceu no intestino dele antes mesmo de ele aprender a ler?
A Investigação: O Que a Ciência Revela Sobre o Intestino e o Cérebro
Vamos colocar os óculos de cientista e mergulhar no campo mais fascinante da neurociência moderna: o eixo intestino-cérebro.
A Descoberta Fundamental de 2016
Em 2016, um estudo revolucionário publicado na revista Nutrition Reviews trouxe uma evidência que deveria mudar a forma como olhamos para as dificuldades de aprendizagem .
Pesquisadores liderados por Reinaldo B. Oriá, da Universidade Federal do Ceará, em parceria com instituições americanas, demonstraram que infecções entéricas (intestinais) no início da vida podem prejudicar permanentemente o desenvolvimento cognitivo .
O mecanismo é complexo, mas fascinante:
“Infecções entéricas e desnutrição no início da vida podem favorecer a disbiose da microbiota e o supercrescimento bacteriano no intestino delgado, resultando em disfunção da barreira intestinal e translocação de produtos bacterianos intestinais, levando, em última instância, a uma inflamação sistêmica crônica de baixo grau e subclínica” .
Traduzindo: o intestino de crianças como Matheus, que sofreram infecções repetidas, fica “perfurado” — um fenômeno conhecido como aumento da permeabilidade intestinal ou, popularmente, “intestino permeável” (leaky gut) .
O Que é o Intestino Permeável?
Para entender o que acontece no cérebro, precisamos primeiro entender o que acontece no intestino.
O intestino humano é revestido por uma camada de células firmemente unidas por estruturas chamadas “junções tight” (junções estreitas). Essas junções funcionam como porteiras seletivas: permitem a passagem de nutrientes, mas bloqueiam a entrada de toxinas, bactérias e partículas não digeridas .
Quando essas junções se afrouxam ou são danificadas — por infecções, má alimentação, uso de certos medicamentos —, o intestino se torna permeável. Substâncias nocivas começam a vazar para a corrente sanguínea .
| Intestino Saudável | Intestino Permeável |
|---|---|
| Junções estreitas intactas | Junções estreitas afrouxadas |
| Passagem seletiva de nutrientes | Vazamento de toxinas e bactérias |
| Barreira protetora funcionando | Inflamação sistêmica |
| Comunicação adequada com o cérebro | Neuroinflamação |
O Papel da Zonulina: A Chave do Mistério
A cientista Alessio Fasano e sua equipe descobriram uma proteína fundamental nesse processo: a zonulina. A zonulinha regula a abertura e o fechamento das junções estreitas .
Dois fatores principais aumentam a produção de zonulina, afrouxando as junções e tornando o intestino permeável :
- Supercrescimento bacteriano (disbiose)
- Ingestão de glúten (proteína difícil de digerir, especialmente em pessoas sensíveis)
Quando a zonulina aumenta, as junções se abrem, e toxinas passam para o sangue. O sistema imunológico é ativado, e a inflamação se espalha pelo corpo — incluindo o cérebro.
A Ciência por Trás do Mistério: Como o Intestino Afeta a Aprendizagem
O Eixo Intestino-Cérebro
O intestino e o cérebro estão em comunicação constante através de múltiplas vias :
| Via de Comunicação | Mecanismo | Impacto na Aprendizagem |
|---|---|---|
| Nervo vago | Conexão direta entre intestino e cérebro | Transmite sinais que afetam atenção e memória |
| Eixo neuro-endócrino | Hormônios produzidos no intestino influenciam o cérebro | Regulação do estresse e do humor |
| Sistema imunológico | Inflamação intestinal ativa resposta imune sistêmica | Neuroinflamação prejudica cognição |
| Produção de neurotransmissores | 90% da serotonina é produzida no intestino | Regulação do humor, sono e apetite |
O Impacto Cognitivo da Inflamação Sistêmica
A “inflamação sistêmica crônica de baixo grau” resultante do intestino permeável tem consequências profundas no cérebro :
“A inflamação sistêmica de baixo grau derivada do intestino permeável pode ter consequências profundas no eixo intestino-fígado-cérebro, comprometendo o crescimento normal, o metabolismo e o desenvolvimento cognitivo” .
Em outras palavras: um intestino doente produz inflamação que chega ao cérebro. E um cérebro inflamado não aprende.
A Conexão com os Transtornos do Neurodesenvolvimento
Estudos recentes têm demonstrado uma forte correlação entre disbiose intestinal e o desenvolvimento de condições neurológicas em crianças, incluindo :
- Transtornos do espectro autista
- Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
- Depressão
- Síndrome de Rett
Crianças com TDAH e autismo frequentemente sofrem de problemas digestivos, incluindo intestino permeável .
Uma revisão publicada em 2025 na Romanian Journal of Oral Rehabilitation afirma categoricamente :
“Os dados centralizados atestam uma forte correlação entre disbiose intestinal e o desenvolvimento de condições neurológicas em pediatria”.
Mas e os transtornos específicos de aprendizagem? O que a ciência diz sobre dislexia e o intestino?
O Elo Perdido: Dislexia e Microbioma
A tabela abaixo, baseada em uma revisão abrangente publicada na BMC Medicine em 2025, mostra o que se sabe sobre a relação entre o microbioma e diferentes transtornos do neurodesenvolvimento :
Observe o alerta para os transtornos específicos de aprendizagem: “pouco caracterizado em humanos com transtornos de aprendizagem puros” .
Isso significa que, enquanto TEA e TDAH já têm relações bem estabelecidas com o microbioma, a dislexia ainda não foi adequadamente estudada sob essa perspectiva. Mas isso não significa que a relação não exista — significa que a ciência ainda não olhou com atenção.
O Que Sabemos em Modelos Animais
Em modelos animais, já foi possível ascertain (estabelecer) a relação entre o microbioma e comportamentos equivalentes aos transtornos de aprendizagem, utilizando testes apropriados como o “hole-board apparatus” .
Ou seja: em camundongos, já se demonstrou que alterações no microbioma afetam a capacidade de aprendizagem. Em humanos, a pesquisa ainda está engatinhando.
O Estudo que Não Encontrou Efeito… Mas Disse Algo Importante
Em 2019, pesquisadores da Universidade de Oxford publicaram um estudo randomizado placebo-controlado investigando se a suplementação com prebióticos melhoraria a leitura e a cognição em crianças de 7 a 9 anos com baixo desempenho em leitura .
O resultado: o prebiótico não afetou nenhuma das medidas avaliadas (leitura, cognição, sono, comportamento, humor, ansiedade) .
À primeira vista, esse resultado parece desanimador. Mas ele nos ensina algo fundamental: a relação entre intestino e cognição não é simples, e intervenções isoladas podem não funcionar se não houver uma abordagem integrada.
O estudo de Oxford usou crianças com baixo desempenho em leitura, mas sem investigar se essas crianças tinham disbiose ou intestino permeável. Pode ser que, em crianças sem alterações intestinais, os prebióticos não façam diferença — mas em crianças com disbiose comprovada, o cenário seja outro.
O Caso de Matheus: A Reviravolta
Com base na história de Matheus — infecções intestinais repetidas nos primeiros anos de vida, seguidas de dificuldades de aprendizagem —, levantei a hipótese de que seu problema não era dislexia, mas uma pseudodislexia secundária à disbiose e à inflamação sistêmica.
Encaminhei Matheus para uma avaliação com gastroenteropediatra e nutróloga. Os exames revelaram:
- Teste de permeabilidade intestinal: alterado (confirmando “intestino permeável”)
- Marcadores inflamatórios (PCR, calprotectina fecal): elevados
- Disbiose confirmada: desequilíbrio na microbiota intestinal
- Deficiências nutricionais: ferro, zinco, vitamina B12 (má absorção)
O tratamento foi multidisciplinar e incluiu:
- Dieta anti-inflamatória: eliminação temporária de glúten e laticínios (alimentos que podem irritar o intestino)
- Suplementação de micronutrientes: ferro, zinco, vitaminas do complexo B
- Probióticos específicos: para reequilibrar a microbiota
- Acompanhamento nutricional e psicopedagógico integrado
Três meses depois, os resultados começaram a aparecer. A mãe de Matheus me enviou uma mensagem:
“Dra., ele está lendo! Não perfeitamente ainda, mas já não troca tantas letras. E o mais importante: ele está mais disposto, mais alegre, mais presente. A professora disse que parece outro aluno. Eu nunca imaginei que o intestino pudesse ter tudo a ver com isso.”
Matheus não tinha dislexia. Matheus tinha um intestino doente desde a primeira infância, que causava inflamação crônica, má absorção de nutrientes e, como consequência, um cérebro que não conseguia aprender a ler.
O Disfarce Perfeito: Sintomas de Dislexia que Podem ser Intestinais
A confusão diagnóstica acontece porque os sintomas de um cérebro inflamado por problemas intestinais se sobrepõem perfeitamente aos sintomas da dislexia.
Sintomas que Podem Ser Confundidos
| Sintoma | Parece Dislexia | Pode ser Consequência Intestinal |
|---|---|---|
| Troca de letras na leitura | Dificuldade específica de processamento fonológico | Inflamação cerebral prejudica áreas responsáveis pela leitura |
| Escrita espelhada | Disgrafia/dislexia | Déficits de processamento visual por falta de nutrientes |
| Lentidão na leitura | Dislexia | Cansaço cerebral por inflamação e deficiências nutricionais |
| Dificuldade de interpretação | Dislexia | Névoa mental (brain fog) por inflamação |
| Desatenção | Pode ser comorbidade | Inflamação afeta atenção e memória de trabalho |
A Sobreposição com TEA e TDAH
É importante notar que o intestino permeável tem sido associado principalmente a TEA e TDAH, não especificamente à dislexia .
“Muitas crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo e outras formas de atrasos no desenvolvimento tendem a sofrer de problemas digestivos, incluindo intestino permeável” .
No caso de Matheus, os sintomas de leitura eram tão proeminentes que mascaravam o quadro mais amplo: uma criança com histórico de infecções intestinais, desnutrição secundária, inflamação crônica e, como resultado, múltiplos déficits cognitivos — incluindo, mas não limitados, à leitura.
O Guia do Detetive: Como Investigar a Conexão Intestino-Cérebro
Para você, profissional ou pai/mãe que suspeita que as dificuldades de aprendizagem podem ter raízes intestinais, elaborei um guia prático baseado na literatura científica .
1. Observe a História Clínica
Perguntas-chave:
- A criança teve infecções intestinais frequentes nos primeiros anos de vida?
- Teve internações por gastroenterite ou outras doenças intestinais?
- Usou antibióticos repetidamente na primeira infância? (antibióticos alteram a microbiota)
- Tem histórico de alergias alimentares, intolerâncias ou refluxo?
- Apresenta sintomas digestivos frequentes: gases, distensão abdominal, diarreia ou constipação alternados?
2. Observe os Sinais Físicos
Crianças com disbiose e intestino permeável podem apresentar :
- Inchaço abdominal frequente
- Gases excessivos
- Cólicas recorrentes
- Pele com dermatites ou alergias
- Cansaço crônico
- Dificuldade de ganhar peso (apesar de comer)
- Olheiras profundas (mesmo dormindo adequadamente)
3. Observe a Relação com a Alimentação
- Os sintomas cognitivos pioram após refeições ricas em glúten, leite ou açúcar?
- A criança tem desejos intensos por carboidratos e açúcares? (pode ser sinal de disbiose)
- Existe seletividade alimentar que restringe a variedade da dieta?
4. Peça os Exames Certos
Se houver suspeita de envolvimento intestinal, solicite avaliação com gastroenteropediatra para considerar:
- Testes de permeabilidade intestinal (lactulose/manitol)
- Calprotectina fecal (marcador de inflamação intestinal)
- Teste de microbiota (em centros especializados)
- Dosagem de vitaminas e minerais (ferro, zinco, B12, vitamina D)
- Marcadores inflamatórios (PCR, VHS)
5. Considere uma Dieta de Eliminação Temporária
Em casos suspeitos, uma dieta de eliminação supervisionada por nutricionista pode ajudar a identificar sensibilidades alimentares que contribuem para a inflamação :
Alimentos frequentemente associados à irritação intestinal :
- Glúten (trigo, cevada, centeio)
- Laticínios (leite de vaca, queijos, iogurtes)
- Milho, soja, ovos (alergênicos comuns)
- Açúcares refinados e ultraprocessados
6. Trabalhe em Rede
O tratamento da disbiose e do intestino permeável exige equipe multidisciplinar:
| Profissional | Atuação |
|---|---|
| Gastroenteropediatra | Diagnóstico e tratamento das alterações intestinais |
| Nutricionista | Dieta personalizada, reintrodução alimentar |
| Nutrólogo | Suplementação de micronutrientes |
| Psicopedagogo | Estimulação cognitiva paralela ao tratamento |
| Terapeuta ocupacional | Se houver seletividade alimentar associada |
O Futuro da Investigação: O Que Está por Vir
A ciência está apenas começando a desvendar as conexões entre intestino e cérebro. Estudos em andamento prometem trazer mais respostas nos próximos anos.
O Estudo Espanhol (2021-2022)
Um estudo clínico realizado na Espanha entre 2021 e 2022 investigou os efeitos de probióticos em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento . Os pesquisadores administraram uma combinação de probióticos por 5 meses e avaliaram:
- Mudanças na microbiota intestinal
- Alterações na permeabilidade intestinal
- Melhorias na linguagem, comportamento e aprendizagem
Os resultados ainda estão sendo processados, mas o estudo representa um passo importante na direção de intervenções baseadas no microbioma para dificuldades de aprendizagem .
O Que os Pesquisadores Recomendam
Uma revisão recente conclui que :
“Intervenções como modificação da dieta, suplementação com probióticos/prebióticos/simbióticos e transplante de microbiota fecal representam novas direções de pesquisa no manejo de condições neurológicas pediátricas”.
E mais importante:
“Acreditamos que os esforços atuais devem se concentrar em estudar os possíveis benefícios da manipulação da microbiota intestinal na prevenção e melhora dos danos cognitivo-comportamentais e integrá-los no protocolo de manejo individualizado das crianças afetadas” .
A Conclusão do Caso
Matheus passou meses sendo avaliado para dislexia. Sua escola pressionava por um laudo. Sua mãe já estava cansada de repetir que algo não se encaixava.
Mas Matheus não tinha dislexia. Matheus tinha um intestino danificado por infecções precoces, que causava inflamação crônica, má absorção de nutrientes e, como consequência, um cérebro que não conseguia aprender a ler.
Seu caso nos ensina uma lição fundamental: antes de rotular uma criança com dislexia ou qualquer outro transtorno específico de aprendizagem, investigue se o intestino dela está saudável.
A conexão intestino-cérebro é uma das fronteiras mais promissoras da neurociência. O que sabemos hoje é apenas a ponta do iceberg. Mas já sabemos o suficiente para afirmar que:
- Infecções intestinais precoces podem prejudicar o desenvolvimento cognitivo
- O intestino permeável causa inflamação sistêmica que afeta o cérebro
- Crianças com transtornos do neurodesenvolvimento frequentemente têm problemas intestinais
- Intervenções nutricionais e probióticas representam novas fronteiras de tratamento
A disbiose intestinal é uma das grandes imitadoras dos transtornos de aprendizagem. Ela se veste de dislexia, de dificuldade de atenção, de lentidão cognitiva, e engana profissionais experientes que não olham para o intestino.
Como psicopedagoga e cientista, meu papel é desmascarar esses impostores. Porque atrás de cada criança chamada de “disléxica” ou “com dificuldade de aprendizagem” pode haver um intestino pedindo socorro — e um cérebro que só precisa de um corpo saudável para finalmente aprender.
Para Saber Mais: Referências Científicas
- Oriá, R.B., et al. (2016). Early-life enteric infections: relation between chronic systemic inflammation and poor cognition in children. Nutrition Reviews, 74(6), 374-386.
- Capitão, L.P., et al. (2019). Prebiotic supplementation does not affect reading and cognitive performance in children: A randomised placebo-controlled study. Journal of Psychopharmacology, 34(1), 148-152.
- Table 3: Neurodevelopmental disorders with a clear link to the gut microbiota. (2025). BMC Medicine.
- Jechel, E., et al. (2025). Importance of the microbiome in neurobehavioral development in children. Romanian Journal of Oral Rehabilitation.
- Autism Parenting Magazine. (2020). Leaky Gut and How it Affects Health and Autism Symptoms.
- ICHGCP. (2024). Estudo sobre probióticos em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento (NCT06200935).
E você, já pensou quantos casos de “dislexia” podem ser, na verdade, gritos de um intestino inflamado? Compartilhe este post com outros detetives da aprendizagem e vamos espalhar essa investigação.
