Psicopedagogia

Ronco, Apneia e Hipóxia Cerebral – O Inimigo Silencioso que Sufoca o Cérebro da Criança #2

Essas frases, aparentemente inofensivas, escondem um dos maiores vilões do desenvolvimento cognitivo infantil: a apneia obstrutiva do sono e os distúrbios respiratórios que a acompanham.

No capítulo anterior, vimos como a privação de sono pode imitar o TDAH. Agora, vamos mergulhar mais fundo no mecanismo mais perigoso e subdiagnosticado: a hipóxia cerebral — a privação de oxigênio que ocorre quando a criança para de respirar durante o sono.

Estudos mostram que 25% a 40% das crianças diagnosticadas com TDAH podem ter, na verdade, um distúrbio respiratório do sono não diagnosticado. Em um estudo com 1.800 crianças com TDAH e suspeita de distúrbios do sono, 25% tinham apneia obstrutiva do sono não diagnosticada, e 40% apresentaram melhora significativa dos sintomas após o tratamento da apneia. Um estudo brasileiro com 500 crianças com suspeita de AOS revelou que 30% apresentavam incontinência noturna e 45% tinham despertares noturnos frequentes.

Este não é um problema raro. É uma epidemia silenciosa que está sendo confundida com TDAH, ansiedade, dificuldade de aprendizagem e até autismo.


“Pedro, 7 anos, chegou ao consultório com um encaminhamento escolar: ‘Déficit de atenção severo. Provável TDAH. Encaminhar para neuropsicologia.’ A mãe estava exausta: ‘Ele não para quieto, não presta atenção nas aulas, e a professora diz que ele parece que está no mundo da lua.’

Na anamnese, algo me chamou a atenção. A mãe mencionou, quase como um detalhe: ‘Ah, ele ronca bastante, mas o pediatra disse que é normal em criança.’

Perguntei: ‘Ele acorda com a boca seca?’ — ‘Sim.’
‘Ele tem rinite?’ — ‘Sim, desde bebê.’
‘Ele respira pela boca durante o dia?’ — ‘Sim, a boca fica aberta o tempo todo.’

Encaminhei Pedro a um otorrinolaringologista. O diagnóstico: hipertrofia de adenoides e amígdalas grau 3, obstruindo 80% da passagem de ar nasal durante o sono. A polissonografia confirmou apneia obstrutiva do sono moderada a grave.

Pedro foi submetido a uma adenotonsilectomia (cirurgia de remoção das amígdalas e adenoides). Em três semanas, a mãe me ligou emocionada: ‘Parece outra criança. Ele acorda descansado, presta atenção na escola, e a professora disse que ele está muito mais calmo.’

Pedro não tinha TDAH. Ele tinha um cérebro que estava sendo sufocado todas as noites.”


A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio respiratório caracterizado por pausas prolongadas e recorrentes (apneias) ou reduções parciais (hipopneias) do fluxo de ar durante o sono, atribuídas ao colapso das vias aéreas superiores.

Em crianças, a causa mais comum é o aumento das amígdalas e adenoides. Essas estruturas, quando hipertrofiadas, bloqueiam a passagem do ar, forçando a criança a respirar pela boca e, durante o sono, a ter episódios de apneia.

ClassificaçãoÍndice de Apneia-Hipopneia (IAH)O que significa
Ronco PrimárioIAH < 1A criança ronca, mas não tem apneia significativa. Ainda assim, há riscos cognitivos.
AOS LeveIAH 1 a 5Pausas respiratórias ocasionais. A saturação de oxigênio pode cair levemente.
AOS ModeradaIAH 5 a 10Pausas mais frequentes. Quedas mais significativas de oxigênio.
AOS GraveIAH > 10Pausas frequentes e prolongadas. Hipóxia cerebral significativa.

Um dado alarmante: mesmo as crianças que apenas roncam, sem ter o diagnóstico formal de apneia, já apresentam pior desempenho neuropsicológico do que crianças que não roncam. Uma pesquisa avaliou 1.010 crianças e constatou que o ronco isolado já está associado a déficits cognitivos.


Quando a criança para de respirar durante o sono, mesmo que por poucos segundos, a saturação de oxigênio no sangue cai. O cérebro, órgão que mais consome oxigênio no corpo, é o primeiro a sofrer.

O que acontece no corpoO que acontece no cérebroA consequência na aprendizagem
Queda da saturação de oxigênio (hipóxia intermitente)O cérebro ativa mecanismos de compensação, mas a privação crônica de oxigênio afeta a produção de neurotransmissores e a integridade neuronal.Déficits em todos os domínios cognitivos: inteligência, atenção, funções executivas, memória, linguagem e habilidades visuoespaciais.
Fragmentação do sono (microdespertares)A criança acorda parcialmente dezenas de vezes por noite para retomar a respiração. O ciclo do sono é interrompido. O sono REM e o sono de ondas lentas são reduzidos.A memória não é consolidada. O que a criança aprende durante o dia se perde.
Aumento do cortisol e da inflamaçãoO estresse oxidativo e a inflamação sistêmica afetam o hipocampo (centro da memória) e o córtex pré-frontal (funções executivas).Déficit de atenção, hiperatividade, dificuldade de aprendizagem e alterações de comportamento.
Alteração da maturação cerebralA privação crônica de oxigênio durante o sono pode afetar o desenvolvimento da mielina (a “capa de isolamento” dos neurônios).Atraso no desenvolvimento cognitivo e no ganho de linguagem.

  • Um estudo com crianças de 5 a 7 anos mostrou que o ronco, mesmo sem apneia, está associado a pior desempenho cognitivo.
  • Crianças com distúrbios respiratórios do sono apresentam mais sintomas de TDAH do que crianças saudáveis. Um estudo de 2024 mostrou que a saturação de oxigênio durante a noite está negativamente associada à hiperatividade/impulsividade.
  • Estudos mostram que crianças com AOS apresentam redução significativa da amplitude do potencial P300 — um marcador eletrofisiológico da atenção — quando comparadas a crianças sem AOS. Isso significa que o cérebro da criança com apneia processa a informação de forma mais lenta e menos eficiente.
  • Crianças com distúrbios respiratórios do sono apresentam déficits em todos os domínios cognitivos: inteligência, atenção/função executiva, memória, linguagem e habilidades visuoespaciais.
  • O ronco em crianças não é normal e deve ser sempre investigado.

Muitos desses sinais são tão sutis que passam despercebidos. Mas, juntos, eles formam um padrão inconfundível.

O que acontece à noiteO que isso indica
Ronco habitual (3 ou mais noites por semana)Obstrução das vias aéreas superiores. Nunca é normal em crianças.
Pausas na respiração (a criança para de respirar por alguns segundos)Apneia obstrutiva do sono. Sinal vermelho máximo.
Respiração pela boca durante o sonoObstrução nasal. O corpo está tentando compensar a falta de ar.
Sono agitado (se mexe muito, muda de posição constantemente)O cérebro está acordando parcialmente para retomar a respiração.
Suor noturno excessivoO corpo está fazendo um esforço extra para respirar.
Incontinência noturna (xixi na cama)Presente em 30% das crianças com AOS. A fragmentação do sono afeta o controle da bexiga.
Despertares noturnos frequentesPresente em 45% das crianças com AOS.
Bruxismo (ranger os dentes)O corpo tenta empurrar a mandíbula para frente para abrir as vias aéreas.

O que a criança faz durante o diaO que isso indica
Acorda com a boca seca ou dor de cabeçaRespirou pela boca a noite inteira.
Olheiras profundasCongestão nasal crônica e má qualidade do sono.
Sonolência diurna excessiva (dorme em sala de aula, no carro, em frente à TV)O sono noturno não foi reparador.
Dificuldade de concentração pela manhã (melhora depois do recreio)O cérebro demora a “acordar” devido à fragmentação do sono. O oposto do TDAH clássico.
Irritabilidade e baixa tolerância à frustraçãoA amígdala está hiperativa devido ao estresse e à privação de sono.
Hiperatividade (a criança parece “elétrica”)O corpo tenta compensar o cansaço com movimento.
Dificuldade de aprendizagem e memóriaA consolidação da memória está prejudicada.
Respiração pela boca durante o diaA obstrução nasal é crônica.
Rinite alérgica, asma ou infecções de ouvido recorrentesAs vias aéreas superiores estão comprometidas.
Dificuldade de ganho de peso ou crescimentoO esforço respiratório consome energia que deveria ser usada para o crescimento.

A sobreposição de sintomas entre a apneia obstrutiva do sono e o TDAH é tão grande que muitos especialistas defendem que a investigação de distúrbios do sono deveria ser obrigatória em todo protocolo de avaliação de TDAH.

SintomaTDAH VerdadeiroApneia Obstrutiva do Sono
DesatençãoPresente em todos os contextos (casa, escola, lazer).Piora pela manhã, melhora após o descanso ou após o recreio.
HiperatividadePresente de forma constante, desde a infância.Pode ser uma compensação para o cansaço (hiperatividade paradoxal).
ImpulsividadePresente.Pode ser agravada pela fadiga e pela desregulação da amígdala.
Resposta a estimulantes (Ritalina)Melhora.Piora ou não tem efeito (e pode até piorar o sono).
Histórico de ronco, rinite, respiração bucalNão é um marcador típico.Marcador fortíssimo.
Melhora com férias ou fins de semanaPode melhorar ligeiramente.Melhora significativamente quando a criança pode dormir mais e sem a pressão da rotina escolar.
SonoPode ser normal ou levemente alterado.Sono fragmentado, ronco, pausas respiratórias.
Queixas físicasRaras.Dor de cabeça matinal, boca seca, sonolência diurna.

O erro clínico mais comum: A criança recebe o diagnóstico de TDAH, inicia o tratamento com metilfenidato (Ritalina), e os sintomas persistem ou até pioram. Enquanto isso, o verdadeiro problema — a obstrução das vias aéreas e a hipóxia cerebral — permanece sem tratamento.


Um estudo com 61 crianças com TDAH submetidas a polissonografia (exame do sono) mostrou que a fragmentação do sono consequente à AOS pode exacerbar o déficit de atenção que caracteriza o TDAH, destacando a importância de avaliar a presença de AOS no diagnóstico diferencial de crianças com déficit de atenção.

Pesquisadores da Universidade de Chicago avaliaram 1.010 crianças entre 5 e 7 anos. Todas foram submetidas a polissonografia e avaliação neurocognitiva. Os resultados mostraram que mesmo as crianças que roncam, mas não têm apneia, apresentam desempenho neuropsicológico pior do que crianças que não roncam.

Uma revisão de estudos mostrou que crianças com distúrbios respiratórios do sono apresentam déficits em todos os domínios cognitivos: inteligência, atenção/função executiva, memória, linguagem e habilidades visuoespaciais.

Em um estudo com 1.800 crianças com TDAH e suspeita de distúrbios do sono, 25% tinham AOS não diagnosticada e 40% apresentaram melhora significativa dos sintomas de TDAH após o tratamento da apneia.

Um estudo de 2024 mostrou que a saturação de oxigênio durante a noite está negativamente associada à hiperatividade/impulsividade em crianças com distúrbios respiratórios do sono. Ou seja: quanto menor o oxigênio durante a noite, piores os sintomas de TDAH.


Domínio CognitivoO que a AOS prejudicaA consequência prática
InteligênciaA privação de oxigênio afeta o desenvolvimento cerebral global.A criança pode ter um QI dentro da normalidade, mas apresentar um desempenho muito abaixo do esperado.
AtençãoA fragmentação do sono e a hipóxia afetam o córtex pré-frontal (centro da atenção).A criança não consegue manter o foco em tarefas prolongadas.
Funções ExecutivasO planejamento, a organização e o controle inibitório são prejudicados.Dificuldade de organizar o pensamento, de planejar tarefas, de controlar impulsos.
MemóriaA consolidação da memória durante o sono REM e o sono de ondas lentas é interrompida.A criança estuda, mas não retém o que estudou.
LinguagemA privação de oxigênio e a fragmentação do sono afetam as áreas da linguagem.Dificuldade de compreensão oral, atraso na fala, vocabulário restrito.
Habilidades VisuoespaciaisA privação de oxigênio afeta o lobo parietal (noção espacial).Dificuldade em matemática (geometria, noção de quantidade), dificuldade de copiar do quadro.

Aqui, seu papel é investigativo e orientador. Você não vai tratar a apneia, mas vai levantar a suspeita e fazer o encaminhamento correto.

  1. “Seu filho ronca enquanto dorme?”
  2. “Ele acorda com a boca seca, com dor de cabeça ou com a roupa de cama úmida de saliva?”
  3. “Ele respira pela boca durante o dia (boca aberta, lábios secos)?”
  4. “Ele tem rinite alérgica, asma ou infecções de ouvido frequentes?”
  5. “Ele parece cansado ao acordar, mesmo tendo dormido o suficiente?”
  6. “Ele se mexe muito durante o sono (parece inquieto)?”
  7. “Ele tem episódios em que parece parar de respirar durante o sono?”
  8. “Ele tem incontinência noturna (xixi na cama)?”

  1. Registre no prontuário de forma objetiva.
  2. Explique à família a conexão entre a respiração noturna, a oxigenação cerebral e a aprendizagem. Use a metáfora: “O cérebro do seu filho é como um motor de carro. Se ele não recebe oxigênio suficiente durante a noite, ele vai ‘falhar’ durante o dia. A escola está cobrando dele um desempenho que o cérebro dele não tem combustível para entregar.”
  3. Encaminhe ao especialista: “Sugiro que seu filho seja avaliado por um otorrinolaringologista pediátrico. É importante descartar ou tratar possíveis obstruções nasais (como aumento das adenoides ou amígdalas) que podem estar prejudicando a qualidade do sono e, consequentemente, a memória e a atenção. Em alguns casos, o médico pode solicitar um exame chamado polissonografia para avaliar a respiração durante o sono.”
  4. Durante as sessões: Se a criança estiver nitidamente sonolenta, não force a atividade cognitiva. Faça uma pausa, ofereça água, peça para ela se levantar e dar alguns passos. O cérebro precisa de oxigênio, e o movimento aumenta a circulação.

  • Diagnosticar apneia do sono, rinite ou hipertrofia de adenoides. Quem faz isso é o médico.
  • Prescrever umidificadores, sprays nasais ou remédios. Apenas sugira que os pais perguntem ao médico sobre essas opções.
  • Dispensar o tratamento medicamentoso para TDAH se já foi prescrito. Você não é médico. Mas pode alertar a família para que leve essa suspeita ao psiquiatra.

Se você reconheceu seu filho nos sintomas descritos, aqui estão as ações que você pode tomar imediatamente:

Passe uma noite observando seu filho dormir por 15-20 minutos:

  • Ele respira pela boca ou pelo nariz?
  • Ele ronca? O ronco é leve ou rouco?
  • Ele tem pausas na respiração (para de respirar por alguns segundos)?
  • Ele se mexe muito ou parece inquieto?

Registre o que você observar e leve para a consulta médica.

MedidaComo fazerPor que ajuda
Lavagem nasal com soro fisiológicoAntes de dormir, lave o nariz da criança com soro fisiológico (ou com um kit de lavagem nasal).Remove secreções, reduz a congestão nasal e facilita a respiração.
Umidifique o quartoColoque uma bacia com água no quarto ou use um umidificador.O ar seco irrita as mucosas e piora a congestão nasal.
Eleve a cabeceira da camaColoque um travesseiro mais alto ou uma calha embaixo do colchão.Facilita a drenagem nasal e reduz a obstrução das vias aéreas.
Posição para dormirIncentive a criança a dormir de lado (em vez de de barriga para cima).A posição de lado reduz o colapso das vias aéreas.

  • Não use descongestionantes nasais sem orientação médica. Eles podem causar efeito rebote e piorar a congestão.
  • Não ignore o ronco achando que é “normal”. Ronco infantil nunca é normal.
  • Não atrase a ida ao médico. Quanto mais cedo o diagnóstico, menores os danos cognitivos.

  • Se a criança ronca 3 ou mais noites por semana.
  • Se ela acorda ofegante, com sensação de sufocamento, ou com a boca seca.
  • Se ela apresenta pausas na respiração durante o sono.
  • Se ela tem sonolência diurna excessiva (dorme em sala de aula, no carro, em frente à TV).
  • Se ela tem infecções de ouvido recorrentes ou amigdalites frequentes.
  • Se ela tem incontinência noturna (xixi na cama) persistente.

O especialista a procurar: Otorrinolaringologista pediátrico. Ele poderá:

  • Avaliar as amígdalas e adenoides.
  • Solicitar uma polissonografia (exame do sono) para avaliar a gravidade da obstrução.
  • Indicar o tratamento adequado: clínico (medicamentos, sprays nasais) ou cirúrgico (adenotonsilectomia, quando indicado).

O tratamento da AOS em crianças depende da causa e da gravidade:

TratamentoComo funciona
Corticoides nasaisSprays nasais que reduzem a inflamação das vias aéreas.
Tratamento da rinite alérgicaMedicamentos orais ou tópicos para controlar a alergia.
Perda de peso (se houver obesidade)A obesidade é um fator de risco para a AOS.
Mudanças de hábitosHigiene do sono, posição para dormir, umidificação do ambiente.

adenotonsilectomia (cirurgia de remoção das amígdalas e adenoides) é o tratamento mais eficaz para crianças com AOS causada por hipertrofia dessas estruturas. Estudos mostram que:

  • A cirurgia é segura e eficaz na maioria dos casos.
  • 40% das crianças com TDAH e AOS apresentam melhora significativa dos sintomas após o tratamento da apneia.
  • A cirurgia pode eliminar o ronco e melhorar a qualidade do sono, com impacto positivo no desempenho escolar e no comportamento.

Peça para os pais fazerem este experimento:

“Por 7 dias, observe seu filho durante o sono e registre:

  • Ele ronca? (Sim/Não)
  • Ele respira pela boca ou pelo nariz?
  • Ele tem pausas na respiração? (Sim/Não)
  • Ele acorda durante a noite? (Quantas vezes?)

Durante o dia, registre:

  • Ele acorda cansado? (De 0 a 10)
  • Ele boceja durante o dia? (Quantas vezes?)
  • Ele tem dificuldade de concentração? (De 0 a 10)

Ao final da semana, leve este registro para o otorrinolaringologista. Isso ajudará o médico a entender o que está acontecendo durante o sono do seu filho.”


A escola e o consultório estão cheios de crianças que são chamadas de “preguiçosas”, “desatentas”, “inquietas” ou “desafiadoras”.

Quantas dessas crianças, na verdade, estão apenas sedentas de oxigênio?

A dificuldade de aprendizagem não está sempre na mente. Está, muitas vezes, no ar que falta, no nariz entupido, nas amígdalas que obstruem a passagem do ar.

Como psicopedagogos, pais e educadores, nosso dever é levantar a cabeça, olhar além do laudo, e perguntar:

“Será que ele está respirando direito?”

Porque antes de ensinar frações, a gente precisa garantir que o cérebro tenha oxigênio para gravá-las.


Desmontamos o inimigo silencioso: a apneia obstrutiva do sono e a hipóxia cerebral que sufoca o cérebro da criança. No próximo capítulo, vamos explorar “A Hora de Dormir: O Que Acontece Quando a Rotina de Sono é Irregular” — o impacto do “jet lag social” (dormir e acordar em horários diferentes nos dias de semana e fins de semana) no relógio biológico, na atenção e na regulação emocional da criança.


Compartilhe este post. Se você conhece uma criança que ronca, que respira pela boca, que tem rinite, ou que foi diagnosticada com TDAH sem sucesso, compartilhe este texto com os pais. Talvez a solução não esteja no remédio, mas no nariz e na garganta.

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