Síndrome de Down – Deficiência Intelectual

Você sabia que a deficiência intelectual (DI) é uma das características mais comuns observadas em pessoas com Síndrome de Down (SD)?

A severidade da deficiência intelectual nessa população pode variar entre limítrofe e profunda, mas o perfil mais comum encontrado é de DI moderada a severa. Indivíduos com SD costumam apresentar crescimento cognitivo nos períodos da infância, adolescência e início da vida adulta, seguido de perda cognitiva a partir da meia idade.

Antes de ser diagnosticada com deficiência intelectual, a criança com Síndrome de Down já apresenta comprometimento no desenvolvimento neuropsicomotor. Ou seja, estes pacientes tendem a demorar mais para começarem a sentar, engatinhar e andar.

Nos primeiros dez anos de vida, ocorre uma redução do Quociente de Inteligência (QI) e que se estabiliza na adolescência. Desta forma, a maioria das pessoas com Síndrome de Down possui deficiência intelectual de diversos níveis:

  • Leve: QI entre 50 a 70;
  • Moderada: QI entre 35 e 50;
  • Alta: QI entre 20 a 35.

Além da deficiência intelectual, é comum que crianças com SD apresentem como perfil cognitivo um melhor desempenho nas habilidades visuoespacias em relação às habilidades de linguagem, apresentando ainda motivação para a interação social.

Recursos Concretos e Aprendizagem

Pessoas com SD tendem a se beneficiar mais do uso de ferramentas concretas, bem como da aprendizagem observacional no processo de ensino. Uma vez que apresentam grande interesse por interações sociais, estratégias de ensino utilizando aspectos de socialização podem ser úteis. É muito importante que essas pessoas em qualquer idade recebam:

  • Apoio da escola;
  • Adaptações escolares para cada paciente;
  • Acompanhamento com psicopedagogia e monitor.

Como potencializar a aprendizagem de crianças com Síndrome de Down?

O suporte oferecido para as crianças com Down deve ser pensado de forma individualizada, ou seja, de acordo com o perfil de potencialidades e dificuldades cognitivas e comportamentais de cada criança. Porém, há alguns pontos norteadores para a escolha das estratégias que serão compreendidos através das 6 máximas da aprendizagem de crianças com DI:

  1. Adapte o conteúdo ao nível de conhecimento da criança;
  2. Ofereça suporte/apoio físico ou visual sempre que necessário;
  3. Fragmente o conteúdo a ser ensinado e trabalhe um tópico de cada vez;
  4. Use linguagem simples e clara;
  5. Abuse do recurso concreto e exija menos do raciocínio abstrato e da capacidade de inferência;
  6. Repita, repita, repita… a memorização do conteúdo depende de muita prática.

Fonte:

https://www.pearsonclinical.com.br/

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