TDAH na Escola, um Desafio a ser Vencido

CRIANÇA PRECISA DE  LIMITES QUE A PROTEJAM.

O TDAH na escola significa muito mais que um desafio para os professores, mas um aprendizado que educadores podem ter na função de lecionar (NEUROSABER).

Texto extraído livro Limites Sem Trauma (Construindo Cidadãos), de Tânia Zagury.

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TDAH/DAR LIMITES É…

– Ensinar que os direitos são iguais para todos.

– Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.

– Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.

– Dizer “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário.

– Só dizer “não” aos filhos quando houver uma razão concreta.
– Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não.

– Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam).

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– Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade.

A criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção.

– Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).

– Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.

– Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.
– Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.
– Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente: Dar exemplo!

Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.

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TDAH/DAR LIMITES NÃO É

– Bater nos filhos para que eles se comportem.
– Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.
– Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.
– Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.

– Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a “lei do mais forte.”

Gritar com as crianças para ser atendido.

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– Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.
– Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.
– Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança.
– Toda criança tem capacidade de compreender um “não” sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este “não” tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais.

– O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física.
– Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum.

Para orientar os filhos  com TDAH não é necessário nenhum diploma

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É preciso saber respeitar e ao mesmo tempo reprimir os nossos filhos, às suas devidas medidas. Não é através de violência ou de autoritarismo que se educa.

Estas atitudes somente fazem adormecer nas crianças um sentimento reprimido que, em sua primeira chance, despertará das formas mais variadas e perigosas possíveis.
Saber orientar não significa de maneira nenhuma mudar a personalidade do filho, mas ajudá-lo a crescer e, portanto, saber encaminhar os seus progressos e conquistas. Para fazê-lo, é preciso:

— Ter um comportamento realista, com o fim de compreender as capacidades concretas do filho, sem pretender exagerá-las nem subestimá-las. No primeiro caso, seríamos levados a fixar objetivos excessivamente elevados para o filho; no segundo, não lhe daríamos oportunidade de desenvolver os seus talentos ao máximo;

— Saber motivar, isto é, apoiar-se em tudo o que o filho tem de positivo ao propor-lhe objetivos concretos e adequados;

— Saber superar a nossa própria emotividade e os aspectos negativos do nosso caráter. Se efetivamente estamos dispostos a superar a nossa emotividade, mesmo que isso nos custe um grande esforço, estaremos mais preparados para compreender os nossos filhos.

Para isso não se necessita de nenhum diploma específico; é preciso esforçar-se, isso sim, com sinceridade e constância, para manter uma boa dose de flexibilidade interior.

Trecho extraído do livro “Conheça o seu filho”, da Editora Quadrante. Autora, Anna Maria Costa, psicóloga italiana.

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FONTE: PROGRAMA TDAH NA ESCOLA

FRANCISCA MARIA ANDRADE/PSICOPEDAGOGA/COORDENADORA/FRANCISCO ALENCAR
NEUROLOGISTA/LEYANE CASTELO BRANCO/FONOAUDIÓLOGA/FÁBIO ALVES CALADO
PSICÓLOGO

TEXTO ADAPTADO POR: FRANCISCA MARIA ANDRADE

 

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