Informações em Excesso são Prejudiciais na Infância

Antigamente, a vida das famílias eram mais simples e tranquila, não existia a correria que vemos hoje em dia.

A família se reunia para compartilhar as informações e passar um tempo juntos, desde a infância aprendíamos a importância desses momentos.

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Muitos de nós crescemos em um tempo onde tudo que tínhamos era o mínimo indispensável.  Falando assim, parece que fomos criados em um tempo difícil, mas não é verdade. As pequenas e poucas coisas tinham muito valor. Se pararmos para analisar bem, a mudança com o passar do tempo é algo totalmente notório.

As pessoas andavam a pé, pois quase não existiam carros. As crianças podiam brincar nas ruas e calçadas, pois não havia perigo de acidentes ou assaltos. Conforme os anos foram passando, muitas coisas mudaram.

A verdade é que muitos de nós compreendíamos o valor das poucas coisas que possuíamos.

O tempo passou, muita coisa mudou nada mais é como antes. Estamos sobrecarregados de informações. Hoje em dia prezamos pelas nossas “milhares de opções”.

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Até que ponto se sobrecarregar de muitas informações é bom?

É claro que os anos se passaram, e a sociedade foi se modernizando aos poucos. A maioria de nós, estamos sobrecarregados com muitas informações e achamos que somos produtivos por isso. E pensamos: “Nós estamos aprendendo, afinal”.

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O que é mais produtivo do que descobrir o que você não sabe?

Porém, a sobrecarga de informações nos deixa em estado de paralisia, e se nós não usarmos as informações que estamos aprendendo imediatamente, nós perdemos até 75% dessa informação de nossas memórias e cérebros, tornando todas as informações que estamos recebendo quase inúteis.

De acordo com Bruno Juliani (Coach), a sobrecarga de informações pode causar:

  • Paralisia Por Análise: Com que frequência você quis fazer algo, mas ficou sobrecarregado com as informações jogadas diante de você? Você fica paralisado com todas as opções, opiniões e informações conflitantes diante de você.
  • Problemas de Produtividade: Quando nós estamos pesquisando e absorvendo informações, nós estamos dizendo a nós mesmos que estamos sendo produtivos. Porque isso realmente parece produtivo! Mas você só estará sendo produtivo se você agir com o que estiver aprendendo.
  • Falta de Foco: Sobrecarga de informações através de mídias sociais, e-mail e muitas outras causas é a principal inimiga do foco. Se você não conseguir se focar em uma tarefa, ela leva muito mais tempo para ser feita. Então escrever um artigo que deveria levar uma hora se torna um projeto de quatro horas.
  • A Nossa Incapacidade de Ser Um Professor Eficaz: Você já notou que os melhores professores são iniciantes para o conceito que estão ensinando? Se você já pediu a um especialista para explicar como funciona o mercado de ações, por exemplo, ele provavelmente ficará frustrado. Isso funciona apenas em suas mentes, e é difícil explicar como. Eles sabem demais. Ensinar requer dividir as coisas e fundamentos básicos, e nós fazemos isto melhor quando somos iniciantes em uma ideia ou conceito.
Como Herbert A. Simon diz, “… uma riqueza de informações cria uma pobreza de atenção”.

Podemos assim, perceber que estamos em um momento em que o excesso se faz presente em praticamente tudo o que existe atualmente. A rapidez que as informações chegam até nós também é assustadora.

Com todo esse cenário a criança é sem dúvida o ser mais afetado, pois não possuem maturidade para lidar com todas essas informações. Nesse sentido, excesso de informação, fruto do desenvolvimento tecnológico dos últimos 50 anos, pode trazer uma série de ameaças à saúde, particularmente às crianças.

Segundo muitos autores, as crianças de hoje estão crescendo em meio a um bombardeio de informações vindas da TV, internet, jogos eletrônicos, entre outras mídias, jamais visto na história da humanidade.

Não que os pesquisadores sejam contra os meios de comunicação; o que eles pedem é que os médicos, os educadores e as famílias tenham consciência sobre os efeitos causados pelo excesso de informações na saúde infantil, procurando proteger as crianças de algo que pode ser prejudicial. Fonte: http://www.lucianalima.psc.br/detalhes_noticia.php?cod_noticia=5 e Revista Mente e Cérebro

Encher as crianças de informações e (ou) mimos ao longo da vida ajuda desenvolver um ambiente favorável para o surgimento de transtornos psicológicos consideráveis.

E quando não sabemos falar não?

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Quando isso acontece acabamos nos envolvendo em uma teia de emoções. É necessário oferecer um ambiente saudável emocionalmente para nossos filhos. E dizer não faz parte dessa proposta.

Muitos pais devem se questionar:
  • O que estamos fazendo de errado?

Hoje em dia é mais fácil cair no erro de dar tudo o que os filhos pedem. Alguns pais o fazem pelo desejo de compensar aos seus filhos o pouco tempo que passam com eles devido a uma extensa jornada laboral.

Algumas vezes se condicionam pela pressão social ou às comparações. E outras , os pais preocupados se esforçam em dar tudo o que podem oferecer-lhes seguindo o sentimento de ‘que o meu filho não passe as necessidades que eu tive na minha infância’. (Borja Quicios/Psicólogo educativo)

  • Como sabemos que estamos excedendo?
  • Como podemos reverter essa situação?
  • Quantas vezes dizer não?

O ‘não’ deve ser coerente e ter um caráter lógico; deve ser explicado com clareza à criança. Pelo contrário, a negativa não deve ser imposta e que a única razão seja: ‘porque eu estou dizendo que não’.

  • E pra que devemos dizer não?

Comprovar essas emoções em primeira mão será positivo para as crianças, já que lhes ajudará a estabelecer sua autonomia e dependência com relação aos adultos. Portanto, nunca é tarde para que os pais saibam dizer ‘não’ e que as crianças saibam o que se pode ou não se pode.

São muitas as perguntas, não é mesmo?

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Por vezes, pensamos que pelo fato de uma criança ter casa, comida, roupas, sapatos, brinquedos, e outras coisas mais são felizes. No entanto, percebemos que muitas delas vivem em ambientes comparados a campos de refugiados, onde são cercados de estresse, medo e insegurança.

Dessa forma, compreendemos que a grande exposição a muitos estímulos gera uma grande quantidade de estresse, que ao longo do tempo vai se acumulando e ficando cada vez pior.

Na Infância o fluxo constante de Informações prejudica pela falta de maturidade.

Não é possível processar tantas informações sem o nível de maturidade necessária. Essa falta evidente faz com que a criança pule etapas da infância. Toda fase é muito importante para o seu desenvolvimento e pular uma delas pode trazer consequências preocupantes no futuro. Sabemos que cada criança tem o seu tempo e isso não deve ser motivo de preocupação, porém devem ser estimuladas para que passem por todas as fases naturalmente.

Um grande erro é achar que por ser a criança muito inteligente, a mesma deva participar de várias atividades diferentes. Não podemos criar grandes expectativas em relação a essa questão. Força-las assumir papéis que não são delas e principalmente não condizem com a sua realidade.

Ritmo, Tempo e Educação

O ritmo imposto por essa nova educação é completamente diferente da capacidade real que as crianças dessa época possuem. E a partir dessas cobranças digamos assim, que o estresse se instala, tomando forma e crescendo. É errôneo pensar que se o pouco é bom o muito é ainda melhor. O correto é o “suficiente” nada de excessos. O excesso é um mal desnecessário.

Simplificar a infância é a melhor maneira de proteger as crianças, que são o futuro da nossa nação.

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Dizer “não” é necessário, não podemos nos render as imposições da sociedade moderna. Criança deve ser criança, sempre. Passar por todas as fases de forma saudável, física e psicologicamente.

Na maior parte das vezes, o ser humano quer fazer a sua própria vontade e receber as coisas no seu próprio tempo. Mas o tempo de Deus é diferente do nosso. Deus é perfeito em tudo aquilo que faz. Ele sabe quando é o melhor tempo para recebermos certas coisas na nossa vida. Simplesmente devemos esperar e confiar.

“Porquanto há uma hora certa e também uma maneira certa de agir para cada situação”. (Eclesiastes 8:6)

 

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