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Todo problema de Leitura e Escrita é Dislexia?

Segundo pesquisa feita pelo G1 nem tudo, porém, é possível quantificar ou dar um nome catalogado. 

Alguns quadros são bem definidos, como a depressão, por exemplo. Mesmo assim, para se fechar um diagnóstico em saúde mental pode se levar um tempo, até para o médico psiquiatra. Há muitas variáveis em jogo. Às vezes, numa mesma pessoa, encontram-se vários transtornos envolvidos.

Na área da aprendizagem isso também ocorre. Um dos quadros mais polêmicos é o de dislexia, que é bastante questionado. Toda vez que se procura por esse transtorno na literatura, o que se encontra (havendo concordância) é que ele se refere a um distúrbio da linguagem, envolvendo principalmente a habilidade leitora. Mais especificamente na decodificação de palavras isoladas.

Tanto no DSM como no CID, em suas últimas edições, ele é apenas citado dentro do transtorno de leitura. Há muitos casos de dificuldade de leitura. Até um tempo atrás qualquer problema dessa natureza (ou mesmo de escrita – habilidades que estão sempre de mãos dadas) era diagnosticado como dislexia. Os pais de crianças com dificuldades escolares chegavam para os psicopedagogos com o diagnóstico pronto, muitas vezes dado pelas escolas e reforçado pelos profissionais.

Se por um lado o estabelecimento de um quadro ajuda no tratamento, por outro pode cegar e apenas estigmatizar a pessoa em questão. Nem todo aquele que tem dificuldade na leitura e escrita é disléxico. Esse quadro é bem específico e de difícil diagnóstico.

Isso porque vários são os aspectos que influenciam os problemas de aprendizagem.

Sejam eles de ordem física, social, pedagógica, emocional ou intelectual. Um quadro de dislexia, a princípio, descartaria qualquer outro problema que não a dificuldade de ler. Seria uma característica daquela pessoa, fazendo parte de sua constituição. Mesmo assim, alguém com dislexia, depois de anos de dificuldades, poderia vir a ter problemas emocionais, resultando em outras complicações na área pedagógica.

Por isso, dar um nome específico a um problema de lecto-escrita pode atrapalhar tanto o diagnóstico mais amplo, quando não podemos compreender a pessoa que ali se apresenta; quanto o tratamento, ao se enfocar aquilo que pode em verdade ser sintoma de alguma outra dificuldade da pessoa.

O mais adequado é um “diagnóstico” que privilegie fazer um entendimento do indivíduo em seus vários aspectos, considerando também seu ambiente social e escolar, que podem interferir em sua capacidade de aprender a linguagem escrita.

Os profissionais têm que deixar os modismos de lado e olhar para o ser humano real que se apresenta a eles. Daí, sim, eles poderão compreendê-los e ajudá-los de verdade.

Fonte de Pesquisa: Nem-todo-problema-de-leitura-e-escrita-e-Dislexia

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Problemas de Alfabetização podem ser confundidos com Dislexia, veja o porquê:

“Há uma dificuldade enorme em alfabetizar e isso é sentido pelos índices [que avaliam o ensino no país]. Boa parte das crianças está no 3º ano [do ensino fundamental] e estão com péssimo desempenho na leitura e na escrita”, diz Zorzi.

O grande índice de suspeitas de Dislexia devem ser entendidos também como a grande dificuldade que a escola tem para ensinar, para ALFABETIZAR.

Segundo Zorzi, a alfabetização é um dos maiores problemas da educação aqui no Brasil. Boa parte das crianças não estão conseguindo ser alfabetizadas. Estamos com uma dificuldade para alfabetizar muito grande. O modelo precisa ser repensado.

Dessa forma, devemos repensar os supostos diagnósticos de DISLEXIA, visto que existe um caos instalado no processo de alfabetização em nosso país. Devemos enquanto investigadores verificar com muita cautela tais diagnósticos.

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