Escala de Avaliação de Transtornos de Comportamento Disruptivos para Pais e Professores

Os transtornos disruptivos são considerados difíceis de diagnosticar e tratar.

Uma vez que as crianças e os adolescentes, em seu ciclo normal de desenvolvimento, apresentam uma série de classes de comportamentos, incluindo os desafiadores. Isso significa dizer que nem todos os comportamentos apresentados por eles são aqueles desejados socialmente, como os comportamentos de educação e de civilidade.

Segundo Bordin e Offord (2000), comportamentos como mentir e matar aulas fazem parte do desenvolvimento da criança e do adolescente, especialmente quando ocorrem de forma isolada ou esporádica. Porém, se esse tipo de comportamento se torna uma constante, um padrão, pode ser caracterizado como um transtorno.

Os transtornos disruptivos são os transtornos mais frequentes na infância e têm grande impacto na adolescência e na vida adulta. Porém, há uma série de empecilhos para seu diagnóstico:

  • a) dificuldade com o diagnóstico diferencial, principalmente em relação a ansiedade, depressão e déficit de atenção/hiperatividade;
  • b) dificuldade em apontar quando o comportamento faz parte do ciclo normal do desenvolvimento infantil; e
  • c) escassez de instrumentos e técnicas padronizadas para esse tipo de atendimento.
Veja como funciona a Escala de Avaliação desse tipo de transtorno:

Link para baixar e imprimir:

Escala de avaliação de transtornos de comportamento disruptivos para pais e professores


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18 comentários em “Escala de Avaliação de Transtornos de Comportamento Disruptivos para Pais e Professores

  • 27 de março de 2019 em 06:33
    Permalink

    Obrigada por disponibilizar um material tão rico.

    Resposta
    • 27 de março de 2019 em 08:50
      Permalink

      Olá Valdivia agradecemos o carinho, estamos felizes em poder contribuir de alguma forma. Abraços

      Resposta
  • 28 de abril de 2019 em 20:52
    Permalink

    Boa noite!! E onde encontro a resposta??? De acordo com o questionário?
    Como avalia depois que se responde tudo?

    Resposta
    • 29 de abril de 2019 em 11:01
      Permalink

      Olá Aleska agradecemos a sua participação em nossa página. Segue as orientações pertinentes a sua pergunta:
      Em que consiste a “Escala de avaliação de transtornos de comportamento disruptivos para pais e professores”
      Primeiramente, faz-se necessário dizer que não se trata de um teste propriamente dito, mas de uma escala de avaliação, como o próprio nome indica. Note-se que a vantagem de poder ser preenchida entrevistando-se pessoas diferentes é que se torna possível comparar as visões que estas têm de uma mesma criança em ambientes diferentes, o que pode trazer informações interessantes para o psicopedagogo. A entrevista feita pelo psicopedagogo é mais interessante que entregar o formulário aos responsáveis ou professores para o responderem em casa. Assim, observa-se e avalia-se também a hesitação que pode ocorrer diante dos questionamentos, “caras e bocas” que são feitas ao se responder ao que é perguntado.
      O material compõe-se de um vídeo explicativo e de duas escalas: uma que avalia três distúrbios: TDAH, TOD e TC (Transtorno de Conduta) e outra que avalia, especificamente, o TOD.
      (Observação: Conferi há pouco se já tem mais alguém acordado e acompanhando, mas ainda ninguém leu as mensagens; por isso vou continuando, considerando, como disse, que tenho um compromisso. No entanto, se algum colega começar a ler e quiser interromper, fique à vontade. Calculei o tempo que teria contando com alguma interação.)
      4. Relação do TOD com outros tipos de comportamento.
      Normalmente, trata-se de uma comorbidade. A associação com TDAH é frequente em 50% dos casos, segundo estudos. Também pode ocorrer associação com TEA ou transtorno de humor bipolar.
      5. Validade da aplicação da escala para identificação do TOD
      Como qualquer outro instrumento, trata-se apenas de MAIS UM instrumento para identificação do TOD. É sempre aconselhável que o diagnóstico seja feito por uma equipe que tenha representantes de áreas diversas, que se complementam: psicopedagogos, psicólogos, neuros. A escala servirá para encaminhamento do aprendente a esses profissionais.
      6. Em que consistem as escalas
      Como já afirmado, há duas escalas. Falarei de cada uma separadamente.
      Primeira escala:
      A primeira escala – que traz itens referentes ao TOD, TDAH e TC – contém 45 afirmativas. Cada uma delas relacionada a um transtorno específico. A cada um desses itens devem ser dadas notas de 0 a 1, conforme as observações correspondam a Nada (0), Pouco (1), Muito (2), Demais (3)
      O item 1 da escala, por exemplo, traz a seguinte afirmativa: “Frequentemente interrompe ou se intromete nas atividades dos outros (em geral, as conversas ou atividades lúdicas e jogos). Esse é um comportamento típico de quem tem TDAH. Já o item 3, “Frequentemente argumenta desnecessariamente com adultos”, traz uma característica própria de quem tem TOD.
      Note que os itens não são igualmente divididos por transtornos, ou seja, não há número igual de itens que se referem a cada um dos transtornos verificados nela.
      É importante ressaltar que, como se trata de uma escala que foi traduzida, segundo seu tradutor, sem adaptações, alguns desses itens podem não refletir a realidade brasileira (a meu ver, pouquíssimos e, portanto, insuficientes para desmerecer o valor do instrumento).
      A entrevista é feita mesmo através de conversa. Os itens são de fácil entendimento, mas nada impede, se for necessário, que o psicopedagogo explique algum que possa trazer dificuldade de entendimento. (Por isso, a meu ver, a necessidade de preenchimento presencial.) Não existe a possibilidade de meio termo, portanto, os pais e professores entrevistados devem se decidir por que nota dar (mais uma vez, a meu ver, sem interferência de quem aplica).
      Segunda escala:
      A segunda escala se refere apenas à identificação de traços de TOD. Trata-se da DBDSPI – Disruptive Behaviour Disorder Structure Parent Interview – ou Entrevista Estruturada para Transtornos Disruptivos para Pais. É composta de 9 itens que serão avaliados em situações específicas, como “se não apresentam razão aparente”, “se ocorrem após comandos ou desacertos com seus pais”, seus pares, outras pessoas, e avaliados em “não sei”, “nunca”, “pouco”, “bastante” e “demais”. Para serem preenchidos, deve-se levar em consideração a observação de padrão negativista, desafiador nos últimos seis meses. Exemplificando: O primeiro item é o seguinte: “1.Frequentemente perde o controle e tem temperamento explosivo.” O entrevistado deve dizer se isso não ocorre, se ocorre pouco, muito ou bastante, considerando 7 situações diferentes: isso ocorre por nenhuma razão aparente? isso ocorre após comando ou desacerto com seus pais? Isso ocorre após comando ou desacerto com seus professores? Com os pares? Com os irmãos? Com qualquer pessoa? Quando se frustra ou perde?
      Apesar de ser originalmente dirigida apenas aos pais, analisando seus tópicos, verifica-se que pode ser feita também com professores. Como o nome indica, deve ser feita uma entrevista. Mais uma vez, não há problema em o aplicador explicar os itens se necessário, não interferindo, obviamente, nas respostas do entrevistado.
      7. Avaliação das escalas:
      Escala 1: não há de se contar pontos, mas de se verificar o quadro que se apresenta: a criança tem mais traços de TDAH, TOD ou TC? Esses aspectos são mais comuns em casa ou na escola? Ou nos dois ambientes da mesma forma? Sendo em um ou outro, o psicopedagogo poderia partir para investigar o porquê de as manifestações serem diferentes. Além disso, no caso de o TDAH ser o mais forte, por exemplo, o trabalho do psicopedagogo já terá um direcionamento, apesar de, como já afirmado anteriormente, a escala em si não é suficiente para dar um diagnóstico, mas pode sustentar teses, observações, laudos. Mais uma vez, observa-se que a escala também servirá para encaminhamento da criança para outros profissionais – no caso, principalmente, de se verificarem o TOD ou o TC como mais fortes.
      Escala 2: Se, depois de avaliados os nove aspectos, observar que pelo menos quatro deles foram marcados como “muito” ou “bastante”, haverá uma sinalização de que, possivelmente, há a presença de TOD e, então, será o caso de encaminhar essa criança para outros profissionais, incluindo as duas escalas aqui estudadas.

      Esperamos ter esclarecido as sua dúvida, abraços….

      Resposta
  • 25 de maio de 2019 em 11:03
    Permalink

    Gratidão por disponibilizar este material de grande valia para sondagem inicial; sou psicóloga e estou em fase final da especialização em neuropsicologia e este material será muito útil para rastreio de sintomas junto ao setting terapêutico.

    Resposta
    • 27 de maio de 2019 em 09:29
      Permalink

      Olá Keriane agradecemos o carinho. Ficamos felizes em poder contribuir de alguma forma. Desejamos sucesso em sua caminhada. Continue nos visitando. Abraços carinhosos.

      Resposta
  • 28 de julho de 2019 em 10:45
    Permalink

    Bom dia! Essa escala então, só possui análise qualitavita dos dados?
    Quero aplicar num caso que avalio, mas em dúvida como analisar os resultados?
    Outra dúvida: os 9 itens referentes à TOD é dessa mesma escala ou de outra escala somente com 9 itens. Porque consegui baixar somente 1. Mas, na resposta anterior você fala de 2.
    Grata!

    Resposta
  • 10 de agosto de 2019 em 08:10
    Permalink

    Obrigada por responder, mas acho que veio equivocada.
    Me enviou o artigo da escala MASC.

    Poderia enviar referente à Escala de avaliação de TOD – Transtornos Disruptivos para pais e professores.
    Grata.

    Resposta
  • 23 de outubro de 2019 em 23:43
    Permalink

    Gratidão por compartilhar !
    Gostaria Tb saber especificamente sobre o TOD poderia nos enviar?

    Resposta
    • 25 de outubro de 2019 em 08:36
      Permalink

      Olá Samantha nós agradecemos o carinho e atenção. Estarei enviando para seu e-mail alguns materiais para leitura sobre TOD. Abraços

      Resposta
  • 27 de outubro de 2019 em 11:57
    Permalink

    Adorei o artigo, me despertou curiosidade sobre o tema.
    Gostaria muito de entender um pouco mais sobre TOD e ter acesso a avaliações das escalas.
    Desde já, agradeço.

    Resposta
  • 11 de novembro de 2019 em 16:16
    Permalink

    como faz a leitura do teste?

    Resposta
    • 20 de novembro de 2019 em 10:02
      Permalink

      Olá Hemilly, segue as orientações:

      Primeira escala:
      A primeira escala – que traz itens referentes ao TOD, TDAH e TC – contém 45 afirmativas. Cada uma delas relacionada a um transtorno específico. A cada um desses itens devem ser dadas notas de 0 a 1, conforme as observações correspondam a Nada (0), Pouco (1), Muito (2), Demais (3)
      O item 1 da escala, por exemplo, traz a seguinte afirmativa: “Frequentemente interrompe ou se intromete nas atividades dos outros (em geral, as conversas ou atividades lúdicas e jogos). Esse é um comportamento típico de quem tem TDAH. Já o item 3, “Frequentemente argumenta desnecessariamente com adultos”, traz uma característica própria de quem tem TOD.
      Note que os itens não são igualmente divididos por transtornos, ou seja, não há número igual de itens que se referem a cada um dos transtornos verificados nela.
      É importante ressaltar que, como se trata de uma escala que foi traduzida, segundo seu tradutor, sem adaptações, alguns desses itens podem não refletir a realidade brasileira (a meu ver, pouquíssimos e, portanto, insuficientes para desmerecer o valor do instrumento).
      A entrevista é feita mesmo através de conversa. Os itens são de fácil entendimento, mas nada impede, se for necessário, que o psicopedagogo explique algum que possa trazer dificuldade de entendimento. (Por isso, a meu ver, a necessidade de preenchimento presencial.) Não existe a possibilidade de meio termo, portanto, os pais e professores entrevistados devem se decidir por que nota dar (mais uma vez, a meu ver, sem interferência de quem aplica).

      Segunda escala:
      A segunda escala se refere apenas à identificação de traços de TOD. Trata-se da DBDSPI – Disruptive Behaviour Disorder Structure Parent Interview – ou Entrevista Estruturada para Transtornos Disruptivos para Pais. É composta de 9 itens que serão avaliados em situações específicas, como “se não apresentam razão aparente”, “se ocorrem após comandos ou desacertos com seus pais”, seus pares, outras pessoas, e avaliados em “não sei”, “nunca”, “pouco”, “bastante” e “demais”. Para serem preenchidos, deve-se levar em consideração a observação de padrão negativista, desafiador nos últimos seis meses. Exemplificando: O primeiro item é o seguinte: “1.Frequentemente perde o controle e tem temperamento explosivo.” O entrevistado deve dizer se isso não ocorre, se ocorre pouco, muito ou bastante, considerando 7 situações diferentes: isso ocorre por nenhuma razão aparente? isso ocorre após comando ou desacerto com seus pais? Isso ocorre após comando ou desacerto com seus professores? Com os pares? Com os irmãos? Com qualquer pessoa? Quando se frustra ou perde?
      Apesar de ser originalmente dirigida apenas aos pais, analisando seus tópicos, verifica-se que pode ser feita também com professores. Como o nome indica, deve ser feita uma entrevista. Mais uma vez, não há problema em o aplicador explicar os itens se necessário, não interferindo, obviamente, nas respostas do entrevistado.

      Abraços…

      Resposta
  • 22 de novembro de 2019 em 18:47
    Permalink

    Boa noite, poderia enviar para o meu email o material de TOD também? Desde já agradeço a ajuda.

    Resposta
    • 19 de dezembro de 2019 em 20:19
      Permalink

      Olá Indiane, tudo bem?
      Enviamos algumas sugestões para seu e-mail, esperamos que sejam uteis. Continue nos visitando, toda semana temos novidades em nosso blog. Fique a vontade para entrar em contato sempre que precisar. Abraços carinhosos.

      Resposta
  • 23 de dezembro de 2019 em 01:05
    Permalink

    Boa noite!
    Também tenho interesse em receber o material sobre TOD!
    Agradeço desde já!
    Abraço

    Resposta
    • 9 de janeiro de 2020 em 14:33
      Permalink

      Olá Ana, tudo bem?

      Desculpe a demora em responder, mas já selecionei um material que tenho em meu acervo e compartilhei com você por e-mail. Espero de coração que seja útil. Continue nos visitando, toda semana temos novidades. Abraços carinhosos.

      Resposta

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